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O Campo-Escola de Fraião é hoje a mais importante infra-estrutura logística do CNE na área Diocesana de Braga, assumindo por isso um papel relevante na vida do CNE na Região de Braga, nomeadamente como instrumento principal dos recursos para a formação, quer de adultos quer de jovens e como espaço aglutinador de vontades da região.

Dotado de óptimas condições, o Campo-Escola de Fraião está hoje fisicamente organizado em três áreas distintas.

A área de acampamento com cerca de 6.000 m2 especialmente vocacionado para acampamentos temporários de curta duração, constitui-se como um espaço ideal para desenvolver as unidades de formação prática. Este espaço é muito procurado sobretudo no verão por Agrupamentos e Unidades, para aí desenvolverem as suas actividades e projectos.

O Centro de Formação Calouste Gulbenkian, espaço privilegiado para formação em sala, constituído por um edifício  de 3 pisos, estando o rés-do-chão alocado ao Agrupamento 500, e os outros dois pisos acolhendo dormitórios com capacidade máxima de 54 pessoas, refeitório totalmente equipado, 2 salas de formação, 1 sala multimédia e 1 sala de formadores e secretariado. Este centro tem um calendário próprio de formação de adultos dirigido à região de Braga. Acolhe ainda iniciativas particulares nomeadamente cursos de guias, conselhos de Agrupamento e reuniões de preparação de actividades, organizados pelas mais diversas estruturas do CNE desde o nível central até aos Agrupamentos da Região de Braga e limítrofes. Durante a semana o centro aluga as suas instalações a entidades externas ao CNE.

Uma Área mista a intermediar estas duas áreas anteriores servindo como zona tampão, é de utilização partilhada sendo constituída por parque de estacionamento, jardins e acessos rodoviários e pedestres. Situa-se também nesta zona a casa do chefe residente, o salão nobre, o secretariado, a sala de direcção campo, o gabinete do primeiro director do campo e a capela exterior em honra de Santa Maria Mãe dos Escutas.

Por forma a poder responder às necessidades de cada época o campo tem sabido adaptar-se, reorganizando espaços e meios. Neste âmbito, a direcção de campo tem um plano integrado de intervenção para dotar o Campo-Escola de novas funcionalidades estruturais, garantindo assim, melhores condições para quem dele usufrui.

Este plano prevê a edificação de algumas estruturas e a reorganização de outras, dando particular enfoque à iluminação e segurança do campo.

Na Área Mista, um auditório/capela com capacidade para cerca de 120 pessoas, que permitirá acolher acções de formação de cariz diverso e viabilizar a intenção de ter em campo uma Eucaristia Dominical de serviço ao campo e à comunidade. Obras de conservação em todo o edifício e organização dos espaços de armazém, loja escutista, do salão Monsenhor Américo e gabinete do Dr Manuel Faria que queremos ver transformado num pequeno museu. Ponderamos ainda a possibilidade de autonomizar a sede do Agrupamento 500 destinando-lhe um espaço nesta área.

Na Área de Acampamento, novos sanitários, bancadas cobertas para ateliers, vedação e reorganização da zona de fogo de conselho.

No Centro de Formação será necessário providenciar a construção de sanitários no piso das salas de formação e dotar a sala multimédia de condições para acolher o arquivo utilizável da formação e o espólio bibliotecário.

A Gestão

Tem sido garantida uma gestão rigorosa dos meios, com autonomia delegada pela Junta Regional de Braga para a gestão corrente,  embora solidária no que respeita a grandes investimentos. As principais fontes de receita são de origem interna, com particular destaque para a formação e a ocupação de espaços, mas gostaríamos de realçar o peso que pode ter no nosso orçamento os proveitos de origem externa provenientes do aluguer de espaços de formação.

Gostaríamos de realçar o imprescindível papel que desempenha neste âmbito o chefe residente (o ch Acácio) garantindo o funcionamento corrente do campo e zelando de forma extraordinária pelo património fixo e móvel existente, sem o qual não nos era possível garantir a funcionalidade do campo.

Vocação

Como centro de formação escutista de vocação marcadamente generalista, tentando abarcar todas áreas de intervenção do método, goza ainda da particularidade de estar inserido numa região rica em diversidade de cultura e vivência escutista o que permite uma partilha de experiências potenciadora de importantes momentos de formação informal que muito valorizamos.  A este respeito, vemos com particular interesse a utilização do mesmo pelas regiões vizinhas do Porto e Viana do Castelo pois a partilha de experiências a todos enriquecia. Podem a partir do Campo-Escola de Fraião ser realizadas diversas actividades, quer de montanha, explorando a beleza paisagística que o triângulo turístico de Braga (Falperra, Sameiro e Bom Jesus) proporciona, quer de cidade, onde o roteiro “aqui  nasceu o CNS” é de maior importância para conhecer as origens do nosso movimento.

A sua localização geográfica permite ainda vê-lo como um eixo central de movimentação da população escutista juvenil potenciando a recuperação da ideia do saudoso Dr Manuel Faria de ligar Apúlia ao Gerês, criando um eixo horizontal na Região. Este projecto goza agora de maiores facilidades de implementação se tivermos a destreza mental de ver os campos escutistas de forma integrada e em rede. Importante papel poderiam ter aí o Parque de Campismo de Gondifelos gerido pela JNFamalicão, a Bouça de Barcelos, a Sede Regional em Braga, o Campo de Caíres. E porque não um outro eixo vertical e ligar Barcelos a Fafe passando pelos diversos campos existentes no Núcleo de Guimarães. São decisões estratégicas que teremos de tomar hoje para anteciparmos o futuro de forma que a região cresça equilibrada e faça da sua diversidade a principal riqueza desse crescimento pela partilha de conhecimentos modos de fazer escutismo. Assim encarado, o Campo-Escola de Fraião assume aqui um papel importante de interface de movimentação da população juvenil escutista e de exemplo de bem fazer.

O Campo-Escola de Fraião, na expectativa de ser fiel às origens, posiciona-se como centro de formação de dirigentes, não descurando no entanto a população juvenil e a comunidade local. Assim no seu programa anual para além dos momentos de formação quase na sua totalidade promovidos pelo departamento de formação regional, prevê a organização de actividades como o Jota/joti, campos de trabalho internacionais, acções de serviço de clãs que assim podem obter especialidades e potenciar o seu projecto pessoal de vida, acolhe ainda iniciativas pontuais propostas pela comunidade local.

Cumpre assim a sua missão de ser uma célula viva e operante junto da igreja, da sociedade civil e do movimento.

por: Jaime Ribeiro Pereira